sexta-feira, 12 de outubro de 2007

CCleaner 2.01.507


Nova versão do famoso CCleaner. Ele limpa o seu HD de uma série de arquivos inúteis e outros lixos que insistem em ocupar valioso espaço no seu disco rígido. Oferece um confiável sistema para manutenção e correção do seu registro. Além de acesso a remoção de arquivos instalados e programas iniciados com o sistema.A pré-configuração do CCleaner é confiável e permite o seu uso tanto como ferramenta preventiva quanto corretiva. Essencial para quem busca um programa como esse que seja seguro, confiável, em português brasileiro e gratuito.


Férias + Feriadão!


Bem pessoal após merecidas férias volto a postar, sem esquecer é claro do feriadão prolongado!
A dica de hoje é:

"Tropa de Elite"

que estréia hoje na maioria das capitais do país.
Eu como a maioria das pessoas assisti a cópia pirata, mas não deixarei de conferir na telona.


Segue uma matéria da revisa Set


Tropa de Elite

Por: Rodrigo Salem
Publicado em: 5/10/2007
FILME: NOTA: 9


Sustentada (e, claro, mimada) por correntes soldadas pelo governo, a indústria cinematográfica brasileira raramente gosta de bater de frente com quem lhe garante a mesada. Tropa de Elite não bate apenas de frente com seus patrocinadores estatais. O longa de José Padilha (Ônibus 174) choca-se como um caminhão de gasolina contra diversos setores da sociedade.

A primeira parede a desmoronar na obra é a temida Polícia Militar carioca, mostrada como uma instituição jogada às traças e risível. A segunda é a política, representada sem perdão por crápulas egoístas que, diretamente, criam o próprio mal que prometem combater. A terceira parede - a que nenhum longa de ficção havia tido colhões para destruir - é a própria sociedade brasileira, um gênero incrível de habitante terrestre que não faz nada além de proteger os próprios interesses e criar uma redoma de ignorância só quebrada quando passa por uma tragédia.
Bem, o lado bom é que você não precisa mais passar por uma tragédia para acordar. Tropa de Elite joga o Brasil como ele é, sem maquiagem, heróis encapuzados ou soluções fáceis. O país da ética individual está escancarado pela primeira vez de forma suja e realista - e não em formato de comédia, como nos anos 70. Nesse mar de corrupção e violência que não muda desde 1997, data-cenário do longa, não é de se espantar que um capitão de uma tropa de elite cruel e repressora seja visto como herói. O capitão Nascimento, que Wagner Moura constrói de maneira visceral, é o exagero de nossos desejos de melhoria. É a raiva contra senadores nunca cassados, juízes com penas malucas, matadores fora das grades e as centenas de assassinatos cometidos todas as semanas. Se ele é a solução ou a raiz de outro problema, não é o que Tropa de Elite quer provar.

O longa só baixa todas as cartas e apela para um sentimento de cidadania cujo reflexo é cada vez mais opaco no Brasil. Se for o começo de algo, melhor. Antes de mais nada, Tropa de Elite é um filmaço de ação, corajoso, bem escrito e com um elenco mais-que-afiado. É para se ver no cinema, se divertir, discutir num bar depois e não esquecer tão cedo.

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